quarta-feira, 20 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II

Eu cruzei o rio Plata, provavelmente cruzei os pampas gaúchos, cheguei mais ou menos cinco horas da tarde no Rio de Janeiro, e quando cheguei na casa da minha avó, meu primeiro pensamento foi "vou pegar a revista de programação para saber onde está passando o último Harry Potter. Hoje eu assisto esse filme no cinema, senão, só volto em agosto para cá, e aí talvez seja tarde demais!". Eram por volta das cinco e meia, já. Eu iria embora para Minas no dia seguinte pela manhã. O tempo passava, e eu achei uma sessão às seis horas, no Kinoplex, em 2D, que era como eu queria. Decidi, mesmo tendo acabado de chegar de viagem e completamente desarrumada, que estava na hora de ir!

Praticamente voei da casa da minha avó até o shopping (sem usar uma vassoura!), e consegui um dos últimos ingressos para o filme. Cheguei na sala de cinema, e estava ainda no início do filme, para a minha sorte. Estava lotada, mas consegui um bom lugar desocupado (havia umas meninas assistindo ao filme das escadas do cinema, coisa estranha...).

Foram duas horas e dez minutos de filme, e saí bem satisfeita com o que eu vi no cinema. Como é de praxe, eu sempre saio com uma impressão inicial de um filme, mas ao longo do tempo vou refletindo em como este foi dirigido, como foi escrito, como foi o desempenho dos atores e, nesse caso, o quão bem-feita foi a adaptação aos cinemas de um livro. Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II não foi uma exceção: primeiramente, eu vibrei com o que vi na telona. Mas pensando um pouquinho melhor depois, e compartilhando opiniões com os amigos e na internet, fiquei com o pé atrás em relação ao último filme da franquia cinematográfica que mais vendeu na história. Direi aqui os motivos desse meu "ressabiamento", e porque, no fundo, achei que o filme poderia ser bem melhor.

Em relação à própria adaptação, achei que o ritmo do filme foi bastante confuso. Começou bem lento, com alternância de cenas em fades, depois dando espaço a sequências com diálogos pausados demais, como quando Harry, Rony e Hermione conversam com Grampo e com Olivaras. A cena em Gringotes é bastante demorada também, embora tenha sido muito boa. O enredo continua ainda muito arrastado até Hogwarts - última "morada" de uma Horcrux -, em que os preparativos da batalha começam, que, para mim, é onde se situam as melhores cenas de todo o filme. Protegum maxima é executado pelos bruxos mais velhos, assim como outros feitiços protetores, em um espetáculo visual que me deixou de boca aberta! Embora muitos tenham discordado, gostei de muitas cenas da batalha, embora fossem alternadas com sequências completamente dispensáveis. A partir daí, o filme toma uma narrativa rápida demais: aspectos do livro que deveriam ser abordados não o são (a importância das Horcrux, por exemplo), sendo completamente omitidos. A sequência que correspondia ao capítulo A História do Príncipe, que, em minha opinião, deveria ser um dos mais destacados do filme, passou bem batida. Até para mim, que já havia lido o livro, foi confuso entender o verdadeiro papel de Snape e sua relação com Dumbledore na saga, aspecto importantíssimo para compreender toda a trama. Infelizmente, tal cena da penseira não teve linearidade alguma, e teve gente saindo do cinema pensando que Harry fosse filho de Severo (pasmem!).

Lamentável também foram ter encurtado demais a cena de Harry com Dumbledore, deixando de explicar que o garoto seria o Senhor da Morte por possuir as três relíquias, o que, sinceramente, sintetiza o próprio nome do filme, assim como dá a razão deste não morrer ao ser atingido pela maldição de Voldemort. Muitos espectadores saíram sem entender essa. Terem ignorado completamente a estória complicada de Dumbledore com Grindewald, as relíquias, e com sua família foi algo estúpido, mas que já não poderia ser corrigido (afinal, deveriam abordar o assunto desde o sexto filme, coisa que não fizeram).

As cenas finais da batalha me agradaram, exceto o monólogo ridículo de Neville sobre a suposta morte de Harry; e apesar de ter desagradado a muitos, gostei da morte de Voldermort sim, assim como a sua luta com Potter, que saiu bem melhor do que no livro, excluindo certas coisas, como a ausência de pessoas ao redor na morte do Lorde e todo o diálogo original com Potter (no entanto, o que foi aquilo, Harry agarrando o pescoço do Lorde? Achei que eles fossem se beijar, sério). Harry quebrando a Varinha das Varinhas ao meio sem ter restaurado a sua foi um erro grotesco, e tal cena foi compensada apenas com o epílogo, que apesar de não ter me agradado no livro, ficou com um tom muito bom de "quero-mais" para o final do filme. No geral, infelizmente, o ritmo da produção foi muito mal distribuído, privilegiando cenas não tão essenciais (ceninhas de romance e muitas piadinhas eram completamente descartáveis) ou de ação, que, no final, é que sempre importam para o "povão".

Quanto aos atores, dou destaque ao Ralph Fiennes, a Maggie Smith, a Helena Boham Carter e ao Alan Rickman. Fiennes me surpreendeu em todos os sentidos nesse filme: se nos primeiros filmes era um Voldemort frágil e que não metia medo nem em criança, agora aparece com os pés sujos de sangue, completamente paranóico com seu destino e com toda a sua megalomania à flor da pele. As cenas em que Voldemort tem embates físicos com Potter me agradaram muito, me fizeram ver que o vilão é de fato de carne-e-osso, sendo vulnerável com as Horcrux destruídas. Também surpreendeu a todos com uma risada muito estranha no meio do filme, fazendo a sala inteira cair na gargalhada. Maggie Smith está, como sempre, perfeita interpretando McGonagall, com direito a falas muito peculiares e de fino humor na produção. Apesar da pequena participação, Helena fez uma interpretação incrível como a Belatrix-Hermione, realmente me chamou a atenção. Por fim, Alan Rickman fez outra excelente atuação, embora o roteiro não tenha valorizado seu personagem; muitos adoraram a cena em que Snape abraça Lílian, já morta, mas para mim não passou de um dramalhão de muito mau gosto.

Por fim, dando destaque a cenas muito esperadas e ao roteiro em geral, continuo achando que focaram em aspectos errados neste filme, mas sem ter diminuído sua grandeza. Daniel Radcliffe continua com uma interpretação muito meia-boca, Emma é talentosa, mas seu papel não ajuda (Hermione está sempre chorando, isso me irrita), e Rupert Grint só prova que seu personagem não amadureceu em nada ao longo dos anos. Esperava mais do beijo de Hermine e Rony, embora tenha se saído muito melhor que o de Harry e Gina, que continua como a comida inglesa: completamente sem sal. Muitos atores coadjuvantes continuaram se saindo bem, como ao longo de toda a saga, dando consistência à mesma, embora Neville tenha particularmente tenha me tirado do sério nesse filme; se sair como "herói" trapalhão não foi algo que eu tenha gostado. Algumas modificações da ordem de aparecimento ou da natureza de cenas foram positivas, enquanto outras não foram tão felizes, como Voldemort "sentindo" a destruição das Horcrux e o embate entre a Sr.Weasley e Belatrix. A melhor cena de toda a película foi, com certeza, a da morte de Snape, o verdadeiro herói da trama: a tensão existente entre este e Voldemort chegou a ser palpável, com Fiennes fazendo um trabalho expressivo de excelente qualidade, não menos que Rickman também. Os botes de Nagini em Snape foram extremamente brutais, dando maior tensão à cena.

Depois de eu ter apontado tantos aspectos que me parecem negativos, imagino que vocês estejam pensando "com certeza ela deve ter achado o filme muito fraco, ao final". Minha resposta é não. O filme é bom sim. Eu não tiraria nenhuma das cenas de efeitos especiais, assim como a da ambientação de Hogwarts na batalha, foi realmente algo maravilhoso e que não pode ser visualizado no livro, trabalho de primeiríssima qualidade. A questão é que poderia ser muito melhor se os roteiristas tivessem lidado com a seguinte palavra: prioridade. Prioridade em relação a uma estória com melhor entendimento, e com melhor roteiro; prioridade em ser mais fiel ao livro não por capricho, mas sim por uma questão de coesão. No entanto, estamos falando de um blockbuster. Estamos falando de fãs que realmente vão acabar se contentando com qualquer produção para se emocionarem. Em suma, dou nota entre 7,0 e 7,5, pelo excelente trabalho de ambientação, fotografia, efeitos especiais, algumas boas atuações, e porque, de qualquer maneira, é o final de uma jornada que nos acompanhou durante anos, e que foi fechada de maneira positiva, mas não com chave de ouro, como muitos críticos por aí dizem. Porque, de resto, a nível literário o livro é muito superior, e a nível cinematográfico o início da saga, Harry Potter e a Pedra Filosofal, se saiu muito mais coerente e maduro.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Série Beethoven - 5ª Sinfonia para download

TAN TAN TAN TAN! TAN TAN TAN TAN!

Quem nunca ouviu essas quatro notas na vida? Com certeza a 5ª sinfonia de Beethoven é uma de suas obras mais conhecidas (senão a mais conhecida!), assim como uma das mais tocadas no campo da música erudita. No entanto, essa sinfonia magnânima não se resume apenas à coda do seu primeiro movimento: ela é muito mais! Se o primeiro movimento é quase uma tempestade, com notas fortes e bem definidas, o andante parece uma marcha lenta, com notas longas, mas entremeadas com os sopros marcados; o terceiro movimento, que suspeito dizer ser o meu preferido dessa sinfonia, começa de maneira tímida, com os intrumentos em piano, e depois se expande com os sopros, que tocam algo similar a uma chamada militar. Esse, com certeza, é para mim um dos movimentos de sinfonias mais viris que Beethoven já compôs! Por último, o allegro, que para muitos é comparado como uma ascensão da escuridão à luz, algo que se refletia no próprio Beethoven: uma superação de obstáculos, com um desenvolvimento musical expansivo, que se sintetiza em uma vontade de viver exprimida pelos próprios instrumentos, com, novamente, muita virilidade!

Quem executa a sinfonia é a Radio Symphony Orchestra Ljubljana, e suspeito dizer que a gravação está muito boa! A condução é de Anton Nanut. A relação das faixas fica assim:

Ludwig van Beethoven

Symphony No. 5 / Leonora Overture No.3


1. Allegro con brio 7.23
2. Andante con moto 11.02
3. Allegro 5.22
4. Allegro 8.58
5. Leonora Overture No. 3 Op. 72a 13.33

De quebra, vocês levam a Leonora Overture, que foi uma das várias aberturas que Beethoven compôs para a sua então ópera Leonora, que receberia o nome posteriormente de Fidelio. Em minha opinião, essa é a mais bela das aberturas de Leonora!

DOWNLOAD DO ARQUIVO - 1 CD

Uma boa audição a todos! Aconselho a escutarem essa maravilhosa sinfonia enquanto leem o último post da Série Beethoven! Arrivederci!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Série Beethoven - Auf die Plätze!

Ok, galera, chegou a hora da "pauleira"! Traduzindo do alemão, Auf die Plätze significa para o nosso bom português "Atenção! Preparar! Já!". Depois de tanto tempo sem aparecer por aqui, o velho Ludwig está afim de viver emoções fortes neste blog, como podem ver pela figura acima. Para falar a verdade, ele está afim de ver porrada mesmo! O duelo de hoje terá o objetivo de mostrar quem realmente interpretou melhor Beethoven nos cinemas e na televisão e, talvez consequentemente, ver qual adaptação cinematográfica, ou televisiva, se saiu melhor. Para tanto, chamaremos os seguintes atores para o ringue: Ed Harris, Gary Oldman, Ian Hart, Neil Munro e Paul Rhys. Julgarei esta noite o desempenho dos nossos competidores, e, ao som da 5ª sinfonia ao fundo, que vença o melhor! Senhoras e senhores, preparem-se! Competidores, auf die Plätze!

Ed Harris - Mal entrou no ringue, o rapaz foi nocauteado! Anteriormente, julgava que Harris tivesse tido um desempenho muito bom ao interpretar Beethoven no filme O Segredo de Beethoven. No entanto, após ler várias biografias do grande mestre e revendo o filme, cheguei à conclusão que o músico interpretado por Harris tinha muitos trejeitos americanos na atuação, fato que realmente foge a qualquer tentativa de verossimilhança (embora esse seja um "pequeno detalhe" que o filme não se importe em preservar) e que me desagrada profundamente. Houve momentos até felizes durante a incorporação, que porém, no geral, foi exagerada, e o resultado final foi um Beethoven completamente inseguro, cheio de caras e bocas ao reger a 9ª sinfonia, e dominado por uma copista-faz-tudo por pura carência. Interpretação megalomaníaca, atores coadjuvantes fracos e roteiro cheio de detalhes fantasiosos (e impossíveis) resultaram, então, no medíocre último lugar para Harris nessa disputa, cujo porte físico, mesmo que muito semelhante ao de Beethoven, não lhe garantiu lugar melhor no podium.

Paul Rhys - Este cavalheiro, apesar de ter feito melhor que Harris, não se saiu tão bem quanto os outros, o que lhe garantiu o 4º lugar na competição de porradaria. Rhys interpretou o mestre num excelente documentário da BBC, chamado The Genius of Beethoven, que só não considero a versão definitiva sobre sua vida justamente por causa da interpretação do nosso competidor em questão. Em minha opinião, seria melhor que tivessem colocado o próprio Charles Hazlewood, que faz as análises das músicas ao longo do documentário, como Beethoven. O elenco, de maneira geral, é excelente, e o modo como o documentário foi montado, com os amigos e conhecidos de Beethoven dando "entrevistas" como se estivessem realmente vivos, foi um grande diferencial; no entanto, mesmo com tantos pontos positivos, a opção por Rhys revelou-se equivocada. Além de ser muito pouco parecido com Beethoven fisicamente, Rhys fez uma interpretação muito tímida, transparecendo uma imagem frágil demais do músico, e nos momentos em que incorporava sua fúria, eu particularmente sentia como se algo "não descesse" - afinal, como pode um homem tão frágil explodir em raiva tão naturalmente? Ao menos as cenas em que Beethoven está com seu sobrinho, já adulto, são de fato boas, além de ter saído mais "europeu" dessa vez.

Ian Hart - Já comentei sobre esse competidor em um post anterior sobre Eroica, documentário produzido (novamente) pela BBC. Gostei muitíssimo da produção, que apesar de não ser melhor que The Genius of Beethoven, com certeza tem seu mérito garantido! Ian Hart se saiu melhor que Harris e Rhys, por não exagerar tanto quanto o primeiro, nem ficar tão tímido quanto o último, o que lhe garantiu o 3º lugar. Mesmo tornando Beethoven viril na medida quase certa, Hart apela para alguns clichês, passando uma imagem meio forçada quando o mestre se encontra irritado (se bem que quando Beethoven quase esfola Ries por ter interrompido o ensaio da Eroica, Hart se saiu muito bem!). Em suma, se quiserem focar em boas interpretações nesse documentário, atentem-se a Frank Finlay, que fez um trabalho de excelente qualidade como mestre Hadyn.

Gary Oldman - Convenhamos, Gary Oldman é um baita ator e, portanto, sai "detonando" quase todo mundo, o que lhe confere o excelentíssimo 2º lugar na competição. Sua interpretação foi muito natural, não apelou para trejeitos e gestos tão comumente adotados quando roteiristas tratam de Beethoven, e, no geral, se saiu muitíssimo bem (inclusive no piano!), mesmo sendo tão diferente fisicamente do músico. O que só não me fez considerá-lo em 1º lugar foi a produção na qual participou: Minha Amada Imortal. Muitos simplesmente amam esse filme, mas eu realmente não consigo gostar. A impressão que a obra me passa é que o mestre era um galinha incurável, que conseguia dormir com todas as mulheres que desejasse, um verdadeiro galanteador digno do título Don Juan, o que condiz muito pouco (para não dizer nada) com o Beethoven tímido e cheio de ideais nobres em relação a envolvimentos amorosos que vejo descrito nas biografias nas quais li. A cena da execução da 9ª sinfonia não foi tão bela quanto em O Segredo de Beethoven, embora mais natural, e o final de Minha Amada Imortal é simplesmente patético (sério, eu fico sem comentários, Hollywood nunca se mostrou tão "criativa"). Enfim, o verdadeiro triunfo do filme está em Gary Oldman e na belíssima e, como sempre, talentosíssima Isabella Rossellini, além de todo um elenco coadjuvante muito competente.

Neil Munro - E o grande vencedor, senhoras e senhores, é o nosso Neil Munro! Pressinto que vocês já estejam se perguntando "quem diabos é esse cara?" e também "que diabos de filme sobre Beethoven ele fez que eu nunca ouvi falar?" - o que só confirma, para mim, que as produções desconhecidas geralmente são as melhores! Tais perguntas serão respondidas, meus caros! Neil é natural da Escócia (gosto desse país), e interpretou o grande mestre na adaptação feita para televisão chamada Beethoven lives upstairs, de 1992, direcionada para o público infantil. O enredo se resume ao músico se mudando para a casa de uma viúva e de seu filho (personagem principal), que alugam o quarto por questões financeiras e têm que se acostumar à nova rotina bastante confusa junto ao genioso Ludwig. Embora a base da estória seja fictícia, ao contrário de O Segredo e Minha Amada, essa adaptação não deturpou a personalidade de Beethoven. O ator fez o músico com muita naturalidade, principalmente nas cenas em que ficava irritado (a cena em que Beethoven joga o prato de comida no garçom é simplesmente impagável!), embora tenha exagerado um pouco nos trejeitos enquanto o mestre andava pelas ruas. O relacionamento que Beethoven desenvolve com o menino é muito interessante, com cenas belíssimas, como quando os dois conversam à beira do rio; achei essa cena, em especial, simplesmente maravilhosa! O elenco coadjuvante no geral é competente (a empregada é hilária!), o roteiro muito bem escrito, muito bem embasado na biografia do músico - o nível de detalhamento foi alto, principalmente em relação à sua surdez -, e para completar, recheado de suas músicas! Enfim, uma obra com pequeno custo, mas com muitos talentos, sendo que Neil só não foi tão perfeito por não saber tocar algum instrumento, e faltar um pouco mais (mas só pouquinho mesmo!) de características físicas em comum com Beethoven. No geral, um parabenizado e merecido 1º lugar, nocauteando todos com muito estilo!

Segue, aqui, o vídeo no YouTube de Beethoven lives upstairs, para vocês conferirem a atuação do nosso vencedor!

Esta versão está com legendas em grego (o que não ajuda muito). Clique aqui para ver o filme com legendas em espanhol.

Procurem saber um pouco mais sobre os documentários e filmes citados aqui, pois é sempre bom ver algo relacionado ao grande mestre. Em relação às obras para cinema que falem sobre Beethoven, ainda não vi todas, mas estou me empenhando para isso! Espero, ainda, que façam um filme tão bom quanto Amadeus sobre Beethoven, e que o ator que o interprete seja, no mínimo, tão moreno quanto era o músico (para vocês terem uma ideia, nenhum dos atores que falei neste post tem pele escura). Agora que a porrada terminou, Ludwig já está mais do que satisfeito, e eu também! A taça já foi levantada por Neil, e hoje, terminamos por aqui!

sábado, 19 de março de 2011

The Dubliners - The Greatest Hits para download


Bom, gente, já que eu estou nesta mesma bat ocasião e anteontem foi o aniversário de um ano do blog, que tem resistido a duras penas, mas mesmo assim firme e forte, colocarei hoje à disposição de vocês o CD The Dubliners - The Greatest Hits para comemorar essa data, além do quê, vejo pelas estatísticas do rapidshare que tem gente baixando o material que coloco aqui. Nessa perspectiva, tenho planos de postar aqui, a cada mês, um novo CD ou mesmo filme para download, até o meu estoque esgotar, pois não tenho tanto dinheiro assim pra ficar comprando essas mídias digitais... Acredito que livros ficaria mais difícil, mas vamos ver o que pode rolar!
Mudando um pouco de assunto e focando mais no grupo musical, The Dubliners é uma banda irlandesa, fundada em 1962, na capital da Irlanda, Dublin, mas não é por essa razão a origem do seu nome, que me parece muito patética para se explicar aqui (se quiserem ver, favor passar nesta página do Last.fm). O estilo musical predominante é o folk, mas, diferentemente de Simon e Garfunkel, The Dubliners foca em uma música mais tipicamente irlandesa, ou poderia dizer até britânica.
Seus membros originais foram: Ronnie Drew (voz, guitarras), Luke Kelly (voz, banjo, guitarra), Barney McKenna (banjo), Ciaran Bourke (flauta irlandesa, gaita, guitarra, voz) e John Sheahan (violino)
.
Este com certeza é um excelente CD, embora dê uma ideia muito geral do que The Dubliners fizeram musicalmente. De qualquer maneira, é uma beleza pra se escutar em qualquer ocasião! Devo dizer, também, que é um CD bastante "pirata", no sentido literal do termo, com canções que até o Edo comentou em um dos únicos posts sobre piratas que ele fez por aqui.
Aqui está a relação das faixas:

The Dubliners
- The Greatest Hits 1 - 1999

1 - Whiskey in the jar (live) 2:40
2 - Lord of the dance 2:08
3 - Farewell to Carlingford 2:57
4 - Seven drunken nights (live) 3:17
5 - Smith of Bristol 2:30
6 - Finnegans wake (live) 2:30
7 - Building up and tearing England down 3:28
8 - Dublin in the rare oul' times 5:28
9 - All for me grog (live) 2:28
10 - The banks of the roses 2:16
11 - Avondale 2:40
12 - The gentleman soldier 2:11
13 - I knew Danny Farrell 3:28
14 - Three sea captains 3:04
15 - Dirty old town (live) 2:57
16 - The downfall of Paris 3:29
17 - Dicey Reilly (live) 2:59
18 - Master McGrath 3:17
19 - The lark in the morning 3:11
20 - A song for Ireland 4:39


Gosto principalemte de The downfall of Paris e Whiskey in the jar!

DOWNLOAD DO ARQUIVO - 1 CD

Espero que aproveitem o CD! Uma boa audição para todos!

Os Visitantes

Caros visitantes do Cavaleiros de Rohan, mais uma vez terei que me desculpar com vocês por não colocar um post no blog há tanto tempo. No mês de novembro foi impossível que eu escrevesse alguma coisa devido aos vestibulares; para vocês terem uma ideia, passei três finais de semana seguidos fazendo provas, sendo que em dois destes tive que viajar para o Rio para fazer as provas da UFRJ. Felizmente, depois de muito esforço, todos os resultados foram positivos! Do final de dezembro a este mês, aproveitei para descansar, embora admito que tenha ficado um pouco sem inspiração para escrever, e também sem algum tema que realmente valesse a pena. Entretanto, agora que o blog já fez o seu aniversário de um aninho, acredito que seja mais do que obrigação de retornar um pouco à atividade!
Bom, para voltarmos com a "bola toda", vou falar hoje sobre um filme que assisti recentemente, por sugestão do Edo, no qual eu não colocava muitas esperanças, mas que acabou se revelando talvez uma das melhores produções de comédia que já assisti na vida: Os Visitantes, lançado em 1993 na França, com um elenco impecável encabeçado por Christian Clavier, Jean Reno e Valerie Lemercier.
A estória da trama se ambienta inicialmente em plena Idade Média, no ano 1123 da Era Cristã, em uma França sob o governo de Luís VI, conhecido como "O Gordo", que estava em guerra com a Inglaterra. Quando o rei se mete em uma enrascada amorosa com a sobrinha do seu inimigo britânico, quem o socorre na hora certa é um cavaleiro chamado Godefroy, "O Forte", Conde de Montmirail (Jean Reno). Como recompensa pelo seu ato heróico - mas em uma situação não tão "honrosa" -, Godefroy recebe permissão do próprio monarca para se casar com sua tão querida Frenegonde (Valerie Lemercier), com quem queria atar os laços do matrimônio há tanto tempo.
No caminho de volta para seu castelo, Godefroy corta caminho por uma floresta habitada por uma bruxa que realizava os rituais satânicos mais temidos, e bizarros, possíveis. Completamente a contragosto do seu "fiel" escudeiro Jacquasse, "O Grosseiro" (Christian Clavier), a caravana do destemido cavaleiro decide levar a feiticeira consigo, com o intento de queimá-la o quanto antes possível. O que ninguém esperava é que a dita cuja despejasse um alucinógeno - talvez uma variante de LSD medieval - no cantil de Godefroy, e que, quando este bebesse seu conteúdo, fizesse com que ele matasse seu sogro, confundindo-o com um urso que perseguia sua amada.
Arrasado por não mais poder casar com sua dama adorável, já que esta decidiu passar o resto da sua vida em um convento em devoção ao seu falecido pai, Godefroy apela para o mago do seu pai, o caduco Esaebius, com a intenção de voltar ao passado e corrigir o seu terrível erro. No entanto, a poção que é dada ao cavaleiro e ao seu escudeiro tem um ingrediente a menos, o que faz com que não voltem ao tempo, mas sim que avancem e parem em plena França do século XX. Nessa nova época, Godefroy e Jacquasse passarão pelas situações mais adversas possíveis, mas sem perder o foco em retornar a um passado ainda mais distante, antes que seja tarde demais para o conde de Montmirail conseguir preservar sua linhagem.
É bem verdade que a maioria dos filmes em que os personagens principais vão ao futuro ou voltam ao passado recorrem a fórmulas semelhantes e acabam caindo em um anacronismo piegas. Este, porém, não é o caso de Os Visitantes, que além de contar com um roteiro muito bem embasado historicamente, no qual se explora de maneira correta o possível choque entre o passado e o futuro, também dá a explicação de como é possível se viajar entre as diferentes eras, mas da maneira mais estranha possível, o que dá um ar cômico maior ao filme, condizente à sua proposta, aspecto que outros filmes de temática parecida muitas vezes não conseguem abarcar.
A "visita" de Godefroy e Jacquasse ao ano de 1992 não perde, um nenhum momento do filme, o fio da meada, nem o seu toque de humor. As situações mais absurdas ocorrem, como o encontro do cavaleiro com a sua descendente Beatrice, interpretada também por Valerie Lemercier (variabilidade genética zero nessa linhagem familiar), que o hospeda em sua casa pensando que é seu primo Hubert, talvez com uma grave perda de memória - e alguns meses sem tomar banho -, assim como seu escudeiro, que também terá a oportunidade de conhecer o seu descendente, Jaques-Henri, um novo-rico afetado que possui o antigo castelo do conde de Montmirail.
Buscando sempre o caminho para voltar ao passado remoto, nossos heróis (se bem que estão mais para anti-heróis) Godefroy e Jacquasse infernizam a vida de todos à sua volta, especialmente a do histérico Jean-Pierre, marido de Beatrice, com direito a cometerem os maiores deslizes possíveis, como roubar cavalos e comida alheios, vomitar no carro, mesmo ele andando a apenas 20 km/h, se lavar na privada antes do jantar, e até fazer amizades um tanto quanto inconvinientes, como com a mendiga de rua chamada Ginette (maravilhosa interpretação de Marie-Anne Chazel), que, por algum motivo inescrupuloso, acredita que tem todo o talento para entrar no show-biz. O próprio humor exótico francês cria as situações mais pitorescas que possam existir, como quando os anéis de Godefroy explodem, arrancando risadas sem qualquer motivo compreensível.
Outro aspecto extremamente positivo no filme é o seu elenco: em Os Visitantes, não são apenas os protagonistas que fazem um grande trabalho de interpretação, com a grosseria que Christian Clavier adota; a brutalidade que Jean Reno dá a Godefroy; e a infinita compreensão de Beatrice com seus convidados "razoavelmente" mal-educados e fétidos, interpretada impagavelmente por Valerie Lemercier; mas também os coadjuvantes fazem uma excelente atuação, dando uma constituição mais firme ao filme, no qual cada ator e atriz têm sua nuance e tem seu papel na construção do riso do espectador, e no qual cada fala é extremamente adequada ao contexto em que é colocada e a qual personagem se encaixa - em especial o "Okaaaaaaaaaaaaaaaaayy" de Jacquasse.
Segue, aqui, o filme no YouTube com legendas em português (uma verdadeira raridade de se encontrar!):

Acredito que o único aspecto que poderia ser melhorado no filme seria a sua fotografia; entretanto, levando-se em conta que se trata de uma produção de 1993 e de relativo baixo orçamento, a qualidade não deixa a desejar. Prova disso é ter se tornado um dos maiores sucessos de bilheteria da história da França.
Para um filme no qual eu não dava nada, Os Visitantes foi mais que uma surpresa agradável! Espero que o cinema francês continue fazendo produtos cinematográficos de qualidade como este, que, mesmo não agradando a todos, pelo menos sai um pouco da mesmisse das comédias americanas deploráveis. Em suma, para mim, um filme nota 10! Para aqueles que quiserem baixar e assistir, é só clicar aqui e entrar no portal do Filmes com Legenda, site que eu recomendo bastante, e no qual eu mesma baixei. Embora a qualidade da imagem esteja boa, acho que a legenda deixou um pouco a desejar. Por isso, vou deixar à disponibilidade de vocês uma versão que eu fiz e que julgo melhorada, que pode ser baixada aqui (quaisquer erros que esta tiver, por favor, me avisem, mandem sugestões. Qualquer coisa, também darei uma revisada nela assim que puder e, se necessário, colocarei novo link, não sem antes avisar).
Desejos a todos uma boa pipoca e um bom divertimento! Ces't okaaaaaaaaaaaaaaaaayyy!